Compromisso, o que é isso?

Humberto Alves Mendes

Ao aceitar um cargo do mais simples ao mais destacado numa casa espírita, nós estamos assumindo um compromisso com Deus, com os nossos amigos espirituais, com a doutrina que escolhemos para nortear nossas vidas e, principalmente com a consciência de bons espíritas, que vimos desenvolvendo a cada dia. Com Deus e com os bons espíritos, porque sabemos, que, ao reencarnarmos, pedimos e nos comprometemos a trabalhar sério, firme e forte durante toda uma nova existência, ocupando um espaço na forma de matéria humana para o nosso aprimoramento com vistas à vida futura, que sabemos é indiscutível. Com a doutrina e com a nossa consciência, porque, também sabemos, que no nosso compromisso de evolução está embutido todo um trabalho que devemos fazer não só por nós mesmos, mas principalmente pela humanidade, que é composta por um número muito maior de espíritos pouco esclarecidos e necessitados, do que por espíritos evoluídos e sem problemas. Encarnados e desencarnados.

Ora, como é que, com tantos compromissos assumidos com o plano superior, não vamos levar a sério esses compromissos, abandonando-os nem bem co meçamos executá-los? Isso não é nenhum recado especificamente dirigido a quem quer que seja, mas a todos nós ou a qualquer um de nós, indistintamente, que tendemos a cometer sempre esse tipo de deslize.

É muito comum as pessoas assumirem compromissos simplérrimos, como, “eu vou varrer o quintal do centro semanalmente” e não ir além da primeira e da segunda vez, deixando a tarefa para um outro acumular. Também é muito comum, movidas pela empolgação, as pessoas se oferecerem para cuidar de coisas como abrir e fechar a casa, a biblioteca, o jardim a correspondência o atendimento aos que chegam ao centro e outros serviços gerais e abandonarem o trabalho sempre sobrecarregando outros companheiros, que mal tem tempo para fazer a parte que lhes cabe...

Será que nós nos esquecemos que sempre pedimos o auxilio dos bons espíritos para tudo em nossas vidas e que eles sempre nos dão esse auxilio? Ou será que nós achamos que não devemos dar aos espíritos um mínimo de reciprocidade a todo o bem que eles nos fazem?

Sendo assim, nossa proposta é para que reflitamos sobre isso ou pelo menos, que aprendamos a entender a importância de cumprir os nossos compromissos, com Deus, com os espíritos, com a doutrina e com a nossa consciência, pois só assim nós poderemos alcançar os objetivos que nos motivaram a pedir uma nova existência na esfera terrestre.

Direitos Solidários - Permitida a reprodução desde que citada a fonte - Espiritismo em Debate®



<<< Voltar para apágina artigos